Razão

razões sem razão
Razão


 Como membro desta Sociedade, testemunho razões sem Razão. Todos puxamos, para o nosso lado, uma Razão por vezes inexistente.

Se fizermos uma pesquisa na Web, encontramos várias definições de “Razão”. Umas mais filosóficas, outras matemáticas e por fim aquela que Todos utilizamos no nosso QUOTIDIANO, “Razão, causa de algo”.
Algo que nos estimula a, questionar, avaliar, refutar, ajuizar…. Quando não optamos pelas facilitadas vias, do silêncio ou, de “facto”. 
Facto, acontecimento irrefutável, percepcionado num tempo, dado ao seu auto-entendimento. 
Razão força inteligente, de compreensão e raciocínio.

Isto tudo para quê? Para dispor-nos à causa da Nossa Razão. Naturalmente que Todos temos Razão, aquando de uma ocorrência, sem antes Avaliarmos os prós e contras, de forma a retirarmos a clareza dos factos. Contrapondo os autores com afrontação, abstenção da força irracional, argumentação do porquê, em análogo cais da Razão.

Óscar Wild disse: “Posso perdoar a força bruta, mas a razão bruta é uma coisa irracional. É bater abaixo da linha do intelecto.”

Quantos de Nós já não bateu abaixo do intelecto?
Quantos de nós já não preferiu vontades para tal acção?
Quantos de nós já não apelou às divindades, superiores, para que alguém, do nosso caminho, fosse severamente castigado? 
E tantos outros pensamentos maléficos.

Porque apelamos e não combatemos injúrias, humilhações, falta de valores, equívocos, insensatezes, subestimações, etc.…? Porque nos silenciamos? Talvez por medos ou dogmas, colocando-nos como seres insensatos na falta de dialogo.
Por vezes acusam-me de ser severo, outras da demora na reacção, acusações compreendidas pela minha indulgente flexibilidade , obrigando os incautos a reflectirem e colocarem-se no meu lugar. 
Por vezes esse diálogo não acontece, não por minha culpa, mas por falta de entendimento do crédulo.
Calar-me é coisa do passado e desafio-vos ao mesmo, avaliados os contras, falem, puxem a vossa razão, não optem pelo silêncio sendo este uma ratificação do acontecido ou forçosamente o silêncio dos fracos.
Presentemente, no nosso Estado, são várias a vias para puxarmos a Razão, sabendo por vezes que nada nos resolve, porém incomodam alguém e fazem trabalhar outrem.
Fraco é aquele que assobia para o lado ou opta pelo insulto, no contrário do corajoso que enfrenta o rival pela Razão, mesmo que esta não seja momentânea. Nesta mistura de sentimentos, na grande maioria das vezes, acontece o inevitável. E depois? Lá vem a instantânea pergunta; “afinal quem é que tinha a razão?” E nós, como coadjutores, respondemos; “pois não sei…”

Poderia colocar aqui alguns exemplos do nosso QUOTIDIANO, por serem tão conhecidos e badalados, recuso-me à lembrança.
Contudo, num âmbito mais pessoal, temos um instrutor que, em vez de ensinar, recorre ao mais vil comportamento da nossa espécie, de forma a humilhar, subestimar, aniquilar uma aluna, que, incrivelmente, paga os seus serviços. (Falo de uma entidade privada). Será por ser “fêmea” e por força de uma animalesca masculinidade, do “macho”, tem de silenciar-se? Não se calou e agora sofre dedutivos juízos de valor.

Um amigo que tinha o seu pé-de-meia num Banco e que fica sem ele por não movimentar a conta por algum tempo. Roubo é a palavra certa. Tantos e desesperados casos, de uma intrínseca revolta, na procura da Razão.
Apetecia-me estar aqui a escrever, escrever, escrever, sobre a Razão, mas não posso, sinto-me demasiadamente amargurado, com Todo este tipo de, comportamentos, e, renúncia à Razão, que por causa dela acarreto consequências de uma impiedosa e subversora Sociedade, que caminha para um abismo de intolerância e descrença do Nosso EU.

Perdoo, sem antes da minha razão.

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