Pecado?!

Na minha caminhada aprendi que a figura,“pecado”, não existe, foi inventada para um fim, causando fossos relacionais, em enviesados desapegos Humanos, assentes em dogmas e mitos comportamentais, contrários ao delineado pelo Nosso Criador. Apoiados nesta coexistente sobrevivência, aniquiladora da raça Humana, caminhamos em desvalorizante atitude, inconscientes à abundante fonte de Vida, diante dos Nossos olhos.

Encontramo-nos no Século XXI, e olhando para trás, nada aprendemos. Este plural destina-se à Nossa raça, pois cada um de Nós, que está lendo este texto, não se sentirá “responsabilizado” pelo passado da sua espécie. Mas será assim?
Se Eu meditar um pouco, concluo que, também participo na "patética "aprendizagem de mitos e crenças humanas, contribuo no sentimento de culpa, ou pecado, pelos meus erros. Erros? O que são? Bom não me atrevo, aqui, definhar o que são, porque e como se cometem, cinjo-me à apelação das, existentes, leis da Vida, contrariamente ao incutido.
Verdade, Amor e Unidade, regras de fácil entendimento e aplicação, todavia deturpamos os seus preceitos.
Qual de Nós pratica e ensina, diariamente, a Verdade?
O melhor é não julgarmos para não sermos surpreendidos.
Unidade: será que a vivemos? O que é a Unidade?
Lembremo-nos dos apelidados Indígenas, eles vivem em Unidade.
Questões que Nos indicam o caminho para a Verdade Divina – O Amor – palavra desvalorizada pelo Ser. Ele nela Tudo vê, menos a emoção no Amar.
Alguém nestes dias falava sobre perdão: - “se algo houver para perdoar não é  no abraçar, beijar ou apertar a mão, mas no Amar incondicionalmente. O Meu irmão não necessita de saber se perdoei ou não, tem de saber que o Amo…”; pura realidade esta. Perdoar interior e não exteriormente. Qual de Nós age desta forma? Guarda para Ti a resposta.

Não é no passado que encontramos as respostas, mas no presente, e, neste, Todos anuímos a culpa dos erros infligidos a cada um de nós. Não é "pecado," (como nos imputam), porque quem nos guia, não castiga, Ama e no Amar não se culpa tolera-se e aprende-se a não repetir desconcertadas acções.
Poderá ser de difícil entendimento, esta minha presunçosa mensagem, sabendo que pelos séculos nos doutrinaram o contrário, só que os Anos, de caminhada, são ensinamentos, e com eles alcancei o conhecimento de que o, engendrado,“pecado”, nos aprisiona a forma de viver em Verdade e Unidade. Deus não inflige castigo, mas Verdade e Amor por ser fonte de Vida, o que contraria a doutrina Humana.  


Alimentamos tempos difíceis, por não atendermos ao presente. Esquecemos quem verdadeiramente Somos, no individual viver, seres de igual pensar e forma, que pelo abandono de quem nos criou e educou, escolhemos caminhos fáceis e cómodos para, que cada Um descarte, o objectivo da Vida. Continuamos a arruinar, este maravilhoso Mundo, para satisfazer desmesurados egoísmos. Somos seres insatisfeitos que bradamos por melhores condições de vida, quando nos é proporcionada a fertilidade da terra, dos rios e oceanos, maravilhas que nos fazem mover em tão pouco que o nosso corpo implora. A evolução seria saudável se não destruísse as relações e o meio onde vivemos. Se fosse distribuída equitativamente, sem ganâncias, provocadoras de guerras, internas e externas, pelo Ser.
Transformamos as três, Naturais, leis em fontes de poder, manipulamos mentes e comportamentos que Nos autodestroem. Jovialmente caminhamos para guerras, fome e doenças, distraídos chegaremos ao fim, sem que, contra isso, paremos um instante e refaçamos a ingratidão ao Nosso Criador.

Individualmente, ou em grupo, podes inverter este sentido, basta acordares consciências, como agora faço, em cada presente, porque é deste que se constrói o futuro. Deus não conta o Tempo mas o Momento.
Não me preocupa o “feedback” deste artigo, sei porque o escrevo e assim continuarei, mesmo que Tu, leitor, inflijas indignos pensamentos a meu respeito, não é isso que me demoverá desta minha, grande, preocupação Humana, um dia partirei em tranquilidade, por ter colaborado para uma melhor vida dos que cá continuam, despidos da inexistente figura do pecado.

“Ajam como se não fossem separados de nada e restabelecerão o mundo. Compreendam que se trata de poder com e não de poder sobre.”

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