Enganosa Esperança


escolhe-o-caminho
Escolhe-o-Caminho

Alguém em Mim esperançou uma vida de menino, jovem, adulto e……. Apesar de também Ele ter objetivado o mesmo que Eu, tinha um projeto, Viver, neste lugar, num só propósito, com espírito do melhor para Nós.
Com vivencial propósito temos trilhos tortuosos, rolantes, falsos, fáceis e admitidos, mas o caminho é único.
Confiadamente o nosso Criador orientou-nos até certa idade, daí em frente ficamos por nossas escolhas.
Atingida a discernível idade, surpreso fico quando afinal não, escolho sozinho a melhor orientação. Indicaram-me várias opções, dentro de estas, escolhi uma: Maravilhar a Vida sem retribuição.

Eleito o caminho, parto da meta sem equipa, com um objetivo de Vida, caminhar sem magoar, viver e gozar os Naturais prazeres oferecidos, aproveitar todos os recursos que Ela contém, interagir com Todos que comigo caminham; não é da Vida que tudo isto provém?
Em idade adulta introspetivo o pretérito, como um balanço de uma Empresa, obtendo como relatório final um insatisfatório resultado. Reformulei com o Meu Criador outra opção. Ele velho, desesperançado e cansado, necessita de Mim, termina dizendo que seguiu os mesmos passos que os outros; criar, educar, guiar e obedecer, sem lembrança de estas ações, para além de não serem de sua autoria, serem regras impostas e imitáveis no processo da criação do Ser.
Infinitos e opcionais são os trilhos da Nossa escolha, sendo sempre o principal caminho a obediência e simulada esperança do Ser.

Interiorizado o juízo de que alguém mandava, (manda), nos Meus passos e escolhas sou uma marioneta em mãos decisoras.
Alguém que por uma dita Regra Me ordena algo para cumprir.
Alguém que por música ou discurso ilude e embalado sigo.
Alguém que, com promessas virtuosas, altera o projeto e contente acedo.
Alguém que inova as regras da Vida e agradecido embalo.
Alguém que Me diz; - “enquanto á esperança há vida” – e acredito.
Alguém que impõem o Seu projeto, porque dele sai esperança, expectante aguardo.
Olho para o Meu criador e, penso que afinal, também Ele teve os mesmos dilemas na construção do seu Ser.

Hoje interrogado caminho num desnorte sem fim, em nada diferente da Dele e da Tua existência;
Qual a Nossa esperança futura?
Qual a Nossa segurança e objetivo futuro?
Em quem ouvir e confiar?
Um comentador da Nossa praça disse num destes dias:
Chamavam-me pessimista, agora exijo que me chamem de realista
Nesta real imposição sigo não o Meu projeto, mas de outros, que também não o do Meu criador. Acordado na roda Humana, insensível à sua trajetória, circulo sem recuo nas minhas decisões, por cada passo dado novo trilho se atravessa. E agora é só seguir o que Me impõem fazer, se não cumpro, acarretarei as consequências por mim autorizadas.
Resta o meu interno pensamento sensitivo, pois nele ninguém o pode alterar e dele tenho uma constante esperança, deixar algo diferente á minha criação. Difícil tarefa esta, mediante o presente afigurado.

Perdidos, mas obedientes, em ideias de Outros, confrontamo-nos também em decisões alheias à minha escolha. Dizem que devo uns quantos milhares de euros a Eles, e Eu silenciado com o geral, pagarei com alegre sorriso. Outros dizem que, agora, afinal não é tanto assim e atento ouço. E nestas fortes toadas, uma certeza tenho, Todos querem algo que Eu não posso bafejar somente obedecer e chegar ao fim da minha meta.
Nesta corrida, não contra o tempo, mas contra as adversidades Humanas, vivo sem a prometida esperança, por muito que me digam, ela não existe, a longo prazo, sendo o curto dependente do exato momento em que estamos. É este momento que conta para Mim, ter esperança de chegar ao fim e sentir que a Vida foi vivida momento a momento. Esse momento é o olhar as Naturais virtudes que me rodeiam.

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