Um Dia mais





comportamentos de chefias
Comportamentos


Início de, mais, um citadino dia na partilha do físico contacto verbal, ocular e respirar o ar que a Todos pertence. Esta manhã que, pelo seu resplandecente dia, difere do ontem, caminho em apreciativo pensar, ao recontro de uma, temperamental geração que teima diferenciar-se, das racionais formas de convivência, no aceitar, tolerar ou, da mais básica regra da coexistência, a simples saudação matinal.

Impelido nos olhares, que desafiam o sentido extrovertido, de repulsa comportamental, entro e sento-me ao lado deste que toma um duplo – lugar, por todo seu. Aguardo o acerto de conduta, no liberar um pouco mais o espaço, de forma a cabermos os dois naquele banco, que é de dois e não dele. Em vala Estaremos e não será preciso um chega para lá para que a terra ou lume nos aconchegue.
Assentamentos corrigidos, inicia o eléctrico a sua viagem a outro centro de convívio, aquele, que dependo para sobreviver, lugar tido pela ganância de poder, o forte e o fraco, querendo ambos coabitar. Eu necessito disto para sustento e ele, embora com igual necessidade, quer mais, mais e mais, não importa como, atropele-se alguém, despeça-se, tirem-lhe um certo conforto laboral e familiar, porque o mais quer mais.
Em cidade ou não é dever de Todos, e para Todos, congregar forças laborais para a sobrevivência do grupo, sendo este, já, uma minoria a construir o império de uma ascendente iniquidade social.

Bem alto a estrela revigora o ego de todos Nós, sem diferenciar pobre ou rico, magro ou gordo, religioso ou céptico, estadista ou patriota, Todos absorvem as mesmas quenturas, de uma ponta do mundo á outra, uns mais cedo do que outros ou não tivesse um dia 24 horas meridionais.
Findo o dia, e, com ele, o meu patriótico contributo laboral, regresso há segurança do meu refúgio. Em céu aberto sinto, novamente, o calor da resplendente estrela, que a Todos acalora por igual. Afinal estas graças, que recebemos, não são para igual uniformidade? O ar e a luz do Sol, o frio e o calor, as cores e os aromas, a água e os frutos não são Vida de Todos? Hoje por egocêntricos pensares, comportamentais, assume-se um direito individualista neste maná. Nesta reflexão encontro-me, repetidamente, na gare do eléctrico, embrenhado no meio de quem há força quer um assento, sob tropeços e orais duelos, luta-se por um confortável lugar, já não importando quem precise, mas de quem primeiro chegar.
 
Por ser fim do dia, capto dos auditivos sensores, o que de melhor se passou no dia de cada um dos aqui presentes. Somos Todos treinadores, políticos, filósofos, economistas, conselheiros, tudo que dê para desabafo comunitário na visão global. Retirado o melhor contributo, de cada um, sente-se revolta sobre a financeira sobrevivência do Estado, é dele que se fala, diariamente, do tanto que nos retira ao nada de troca. Estado, somos todos, dizem uns, outros que, o Estado é um grupo de mercenários entendidos em pecúlios, iludindo conceitos, como equidade social. Ouço e sorrio, não porque desaprove o escutado, somente porque trabalho nesse estado, que tão patrão é, como figura de pertença, da minha condição de sujeito, que nele e dele subsisto. As coisas não estão bem, eles querem cada vez mais e nós temos cada vez menos.
A estridente sinalética, avisa-me para o desembarque final, por hoje, novamente a alegria volta no vento nestas terras, é quase diário, a lembrar que é para Todos e não só para alguns. Nestas coisas do Cosmos não se pode escolher quem respira ou aquece, já no alimento ou se tem ou se rouba.

No aconchego familiar, inteiro-me do melhor pelo Mundo, porque do pior, já o sei e mesmo este tipo de notícias ocupa a maior fatia do ecrã. Há mesa é inevitável falar-se do dia, medita-se e, em conjunto, define-se nova incursão para o amanhã, que há-de vir.
É o ciclo da vida que Nos faz andar, respirar, conviver o suficiente para darmos graças. Evoluímos de tal maneira que, esquecemos esta fonte de vida, menosprezamos com comportamentos copiados e não ensinados, olhamos para o lado e não vemos um ser igual, sentimos o que do Cosmos vem e pensamos que é só Nosso, queremos sempre mais neste círculo, que não é vicioso, como se diz, mas adulterado. Para amanhã novo andar e nova visão, pode ser pior ou não, inseguro caminho para novo dia.

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