Então...E o Tempo?

uma vida uma idade
Uma Vida...uma idade


Quando olhas para o espelho o que vês? Naturalmente a tua face, e, como a vês todos os dias, não te apercebes do tempo que por ela passou. Deixou-te, pele flácida, rugas de mágoas, sintomas de um tempo esquecido. Acordas quando vês fotos de uma vida, sentes o tempo a esvair-se e pensas para contigo, “como o tempo passou”.
Nesse instante assolam-te recordações, de juventudes, namoros e amigos, que boas ou más, o tempo ditaram, restando-te a relembrança e algum “melancolismo”.


Atento esteve o fotógrafo, Nicholas Nixon, ao passar 36 anos a fotografar quatro rostos, a esposa e as cunhadas - o mesmo que fotografasses a Tua prol desde a adolescência -. Nixon: iniciou, em 1975, o projeto, "As Irmãs Brown",  nome dado a uma, singular, compilação de fotos, da passagem do tempo pelo rosto. A série, a preto e branco, composta das quatro irmãs, nas idades de 15 a 25 anos, da esquerda para a direita, foi aclamada pela crítica e exposta em diversos museus de arte, com o objetivo de chamar-Nos a atenção para a ação do tempo, no Nosso corpo, e como dele fugimos.
Nixon, naturalmente, envelhece junto com a mulher, Bebe, e seus filhos em permanente e felizarda reminiscência dos fatos.

Presentes desse estado ficam sempre, que visionamos o passado, ilações comportamentais, sorrisos de quem, para nós olhou, agora recordamos. Desfrutemos a Vida sem subjugar o tempo, impiedosa passagem que Todos sentem fronte do espelho frio e cruel. O tempo é, a “auto-estrada” da Vida, acelerados processos Humanos deixados para trás em marcas impressas pela objectiva humana; e já dizia o anúncio”.....para mais tarde recordar.,”nela estampamos as marcas da Nossa passagem, e dela não escapamos. Individuais retratos e retalhos deixados no tempo, pela imagem recordados, enganando quem dele foge. O Tempo.
Busquemos no nosso subconsciente as reminiscências de uma vida esquecida e, por fim, interroguemo-Nos;

será que consumi a minha vida? Ou foi ela que me consumiu?
Friedrich Nietzsche

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