“Cools Parents”?

Pais_Filhos
Somos as primeiras gerações de Pais decididos a não repetir erros, dos nossos progenitores, com os nossos Filhos. À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, o relacionamento passivo, entre Pais e Filhos, acontece na mais insegura e facilitada educação, existente na história da Humanidade. Lidamos com crianças e jovens mais: “acordadas”, ousadas, e “poderosas”, do que nós, em tempos mais desenvolvidos que o antes. Ao sermos Pais benévolos passamos de um extremo ao outro em prejuízo de Todos. Desta forma, somos a última geração de Filhos que obedeceram aos Pais e a primeira geração de Pais que obedecem aos Filhos. Tememos, obedecemos e respeitamos os Nossos progenitores... Agora tememos, sujeitamo-Nos e toleramos desrespeitosos comportamentos dos Nossos descendentes.


Na Era da obediência considerava-se um bom pai, aquele exímio espelho da casa, austera e inflexível figura, cujos Filhos acatavam ordens sem réplicas sobre a sua experiente vida. Bons Filhos, todos aqueles que, pelo temor, respeitavam, cuidavam e garantiam proteção futura dos Pais. Na medida em que as fronteiras hierárquicas, entre educadores e educandos, se vão desvanecendo, hoje bons Pais são aqueles que conseguem amor e respeito dos Filhos, por conturbada e imposta aceitação de inovadas ideias, preferências ou tendências; para além disso, sustentam e permitem reproduzidas modas de grupo. Nesta nova e inversa educação, são os Pais que têm que conquistar os Filhos o invés, do passado.
Será permissível o esforço de tantos Pais, no tudo darem por forma a serem os melhores amigos; “cools parents”? Talvez por uma atitude firme e respeitosa, lhes permitirá confiar na nossa idoneidade para orientá-los enquanto menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os Filhos de medo dos Pais, na debilidade do presente, ao verem-Nos ténues e perdidos, como eles, originam-se receios e desprezos coletivos. É de necessidade acrescida, inculcar uma educativa e orientadora perceção da nossa experiência passada, estarmos à sua frente como líderes capazes de sujeitá-los, quando não os podemos conter, guiá-los enquanto não sabem para onde vão, tudo em recíproca escola de Vida. Evitaremos que as novas gerações continuem afogadas, num descontrole e tédio Civilizacional, desnorteadas e sem parâmetros. Se o autoritarismo suplanta... O permissível sufoca... Os limites abrigam o indivíduo no ilimitado Amor e profundo respeito.

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