Um Dia Ganho Pela Razão

empregado de mesa
Empregado de Mesa
Crianças com necessidades especiais deviam de ir ser especiais para outro lado”,inexorável frase,extraída da noticia, escutada por um Empregado de mesas, num restaurante lá nos EUA.


 Neste Nosso Quotidiano, cada vez mais surpreendente, são denunciados desumanas posturas e maléficos comportamentos, por inteligente razão, de anónimos vencedores de um dia. São muitos os que dizem, (eu incluído), o interessante do Nosso viver são os felizes momentos ou não, dependentes de quem os cria; no caso houve dois, o feliz e o infeliz.

 Segundo o chocado ouvinte, Michael Garcia, a frase repelia uma criança de cinco anos, portadora de síndrome de Down, pertencente à família, instalada numa mesa ao lado do execrável e discriminante cliente, pai de dois filhos, presentes nesse infeliz momento. Ao sentir-se importunado, pela presença do miúdo, desfere o comentário, sem passar despercebido aos ouvidos do Empregado, que de imediato recusou servi-los, sem antes questionar o delator. Garcia, estimado pelos clientes, funcionário há dois anos, não pensou nas consequências da sua intervenção, ao advertir e negar servir a família, também ela, cliente assídua. Pelo contrário, pela razão ganhou o dia, ao sentir-se apoiado pelo seu patrão e restantes clientes. Perdeu esta família, mas outras vieram, que até à data do incidente, eram desconhecedores do local.

Garcia, como ficou popularmente conhecido, passou a ser cumprimentado por cada novo e habitual cliente, gesto reconhecedor da sua hombridade e humana atitude. Felizmente que, não sendo este caso único, outros anónimos fazedores, de iguais momentos, circulam ao nosso lado, atentos às ocorrências diárias que furtivamente, por medos e comodidades, escapam, não aos destemidos executores, na ordem nas coisas, dotados de racionalismo, no contrário dos Seres selvagens que, irracionais, vivem em constante sobrevivência, lutam por comida ou hierárquico lugar, sem regras ou deveres; contrariamente, como seres superiores, lutamos por comodidades pessoais, (...).

Não interessa a origem comunitária da frase, nem existência de razão, que possa ter havido, contudo, o sentido e direcção nela utilizada, abalou a minha Humana condição, fazendo-me crer imerecido, da provida preeminência, numa sociedade cada vez mais egoísta, intolerante e pejorativa. Poderei estar a cometer exageros, por não estarmos juntos na mesma selva, todavia, temos de combater estes e outros irracionais comportamentos. 

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