Fechou ontem a Época, dos Incêndios Florestais!

uma nova época
Incêndios Florestais

Fechou ontem a Época, dos Incêndios florestais”; dizia o jornalista, logo ao abrir o Telejornal. Antes era; “Fechou a época balnear”, sempre era mais reconfortante, pela ansiosa ida à praia. Nestes analógicos tempos, foi penoso ouvir, ver e sentir, o fecho desta criminosa época. Incêndios Florestais, uma realidade nua, como as imagens retidas na mente de quem as viu ou viveu. Negros, áridos, inóspitos e silenciados, estão os terrenos criminosamente mudados.

Por cada ano, queimado, aumenta-se a desertificação florestal e degrada-se a biodiversidade animal. Ontem, novamente, alguém deu por terminada mais uma época incendiária. Tem sido assim, há dez anos seguidos, cá em Portugal. Hoje é tempo de respirar menos fumo, libertar o Astro Rei de um, enorme, rubor que o envolvia e velar uma matança desigual. Tempo para consciencializar e contabilizar perdas, desta nova alteração Humana, rendida a interesses económicos e prazeres destrutivos. Oficializou-se a morte, da Mãe Natureza, pelo consentimento Humano revestido dum silencioso ato, de desordem Ambiental.

Pesquisada informação, sobre Época dos Incêndios Florestais, em Portugal, nos últimos dez Anos, obteve-se prejuízos de 2221 milhões de Euros, o correspondente a 1,5 milhões de hectares destruídos. Quanto a valores gastos, no seu combate, não existe informação! Porque será? Talvez sejam enormes os elevados ganhos de Empresas, Bombeiros e Estado, para não escrever, de quem os atiça. Perscrutando melhor, o quadro, os Incêndios Florestais têm vindo a decrescer, seria boa notícia, não fosse pela falta de mata. Nesta mórbida realidade, nos poucos milhares de hectares por arder, continua-se a alimentar a sede de fogo. Diariamente o profissional, (obediente no seu trabalho), dava conta das desgraçadas vidas; vegetal, animal e humana, via imagens e som. Era dilacerante ver a aflição de quem tentava, a todo o custo, salvar o que era seu e do vizinho. Homens da Paz, civis e voluntários, deixaram forças, suor e, em alguns casos, a própria vida, a salvar parte do pulmão natural. Angustiados brados de quem não entendia, o que a estava a acontecer, porém o trabalho jornalístico prosseguia, ao sabor de intelectos especialistas, sobre as irreparáveis perdas, que o Homem comete em lugares com vida.

Por falta de uma força responsabilizadora, aos atiçadores do fogo, ficamos por puras conspirações, até provas contrárias, sabe-se que são apanhados e, forçados ao silêncio, protegem quem lhes encomendou fatídica tarefa. O Homem e a Terra estão de costas voltadas. O Planeta dá-lhe recursos, para sobrevivência, lugares e beleza, para sua felicidade; pela ganância de poder e domínio, Ele gravará, em cada floresta atingida, a frase que encerrará este criminoso ato; “Fechou a época dos Incêndios Florestais”. Com ela encerrará os tempos das alegres Épocas balneares, que ansiosamente abriam as notícias, e alegravam as cores da vida. Hoje não são mais multicolores, mas uma única, a negro lúgubre, desértico e vazio de alma.


Será este o último Século da Mãe Natureza?

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