Qual A Tua Escolha ? Graça ou Natureza?

Escolha
Vários Caminhos
Sempre que, nos vemos ao espelho, alguém que nos revê ou revemos, nos inquietamos com o passar do tempo. Quantas vezes relembramos o passado numa fuga ao presente? Em tristes arrependimentos, desculpas sobre culpas, nostálgicos pensamentos, nos levam a uma profunda e singular meditação comportamental, reconsideramos o nosso modo de vida sobre a escolha tida do caminho?
Presentemente passa, nas Nossas salas cinematográficas, um filme, “A Árvore da Vida”, encontramos nele a resposta aos Nossos, íntimos, conflitos sobre a Existência. Terrence Malick é o realizador desta obra-prima, destaco-o pela coragem em criar uma, inconformista, realidade. Porém, não me compete fazer uma crítica ao filme, aproveitar sim o seu conteúdo, um descomunal sumo tirocino, caso queiramos refazer as nossas atitudes nos caminhos escolhidos de entre crenças ou dogmas só existem dois; “ a natureza ou a graça”, como nos indica o início da película.

A graça é o mais escolhido de Todos os Seres. Nela desfrutamos uma Vida opulenta, de indispensáveis e laboriosas dificuldades, num “bombar” Terrestre, em alegrias luxuriantes, sexuais, futebolísticas, económicas, políticas, familiares.... havendo recursos económicos, a graça é a melhor forma de Vida, porém desabando a “Torre de Babel” inicia-se a degradação Humana. Deixa-nos em abandono colectivo, vazio ideal, onde tardiamente Nos lembramos dos Seres que Somos e sempre fomos.
Acordados no momento, encontramo-nos destruídos pelo egocentrismo, ganância, autoritarismo colectivo e individual, em crescente declínio civilizacional, cultural, social e comportamental. Sem valores próprios de uma salutar convivência, combatemos sob terrenos individuais, sem alegria, perspectivas de Vida, saúde, gozo, Amor, Paz, nada que convirja com a Natureza das coisas.

Encontra-se mais que provado que, quem arquitectou este Universo, fê-lo com um único sentido, o Ser pela Natureza. Nela encontraríamos tudo do que necessitássemos para viver, desde a alimentação ao relacionamento entre sujeitos. Cedo, o Ser, se apercebeu do quanto insatisfeito padecia. Queria mais e mais criou até ao seu auto-descontrole.
Sendo a Vida um, contínuo, presente então, se o quisermos, estaremos salvos, basta, para tal, reconciliar o nosso Eu com a Natureza. Digo salvo, não de um anunciado inferno ou purgatório, da forma de vivência. Se queremos paz, façamos para tal, se queremos Amor, dêmo-lo, se queremos perdão, perdoemos e por aí fora, não me expando sobre factos já conhecidos pelo geral e ignorados pelo facilitismo. É mais fácil para Mim vingar do que perdoar, logo não me posso queixar de não ser perdoado. É na Natureza Universal e Humana que se encontram as respostas aos Nossos dilemas, é por lá que os resolvemos.
Quanto ao local habitável em que, nos encontramos, duvido que o possamos salvar estando em acelerado declínio, sobre a Humanidade teremos sempre tempo, parte de TI e EU, termos a necessária determinação para Amar.

De agora em diante, sempre que cruzarmos com os nossos espelhos, veremos um outro Ser, não interessa se gordo ou mais velho, mas um ser mais evolutivo, próprio da génese da Vida, num caminho sinalizado diariamente, apesar de não o respeitarmos. Filmes, documentários, livros, músicas, Blogues, são tantas as indicações para escolha. Basta uma, pois.... as outras convergem-se.
O citado filme, sendo no momento o melhor caminho que tenho para Te indicar, mas se procuras a remição no contrário não tentes sair do teu cómodo trilho de graça, elucida muito bem como estamos sempre a tempo, não fala de destruição planetária mas Humana e acaso queiramos insistir no adormecimento, a vida foge-nos numa ténue poeira.

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