Triste Excentricidade!!!


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Verão/António Vivaldi

Entrou o Verão, a 21 de Junho, às 18.16, e, segundo estudiosos especialistas nestas ocasiões, com ele também uma nova época a dos incêndios. Já lá vão Primaveris renascimentos, da Nossa natura, que Nossas vidas alegravam, resta-nos Aproveitar e Desfrutar, ainda, desta, já pouca, milagrosa intensidade, que tanto Nos diz e tão pouco lhe Damos. Lembremos águas refrescantes lado a lado de verdejantes campos e seus aromas, de enérgicas cores e harmónicos sons em alívio de Alma, revigorada para Nossa alegre coexistência. Podíamos continuar a usufruir destes, breves, recordativos sentimentos, ao invés da horrenda realidade. Céu defumado em densos borralhos; prados amarelados e áridos de vida, pinheirais feridos e de lúgubre olhar, estridentes sirenes retumbam em Nossos auditivos sentidos. E Nós??? Deslizamos na incúria da acção Humana, nefasta da mudança, drástica e vazia de atenções, ao Nosso Natural paraíso.

A Recordar: A Nossa Mãe

Não é este estival sentir que quero, não quero falsas brisas em noites mal dormidas, imagens de gritos e dor. Não quero, ou não queria, porém aceito tudo como Tu. Sejamos sóbrios no porvir porque o ontem existiu e o Hoje é agora. Agora festeja-se falsas entradas de Épocas, porque Todas, nas quatro, não consta a sua real essência. Tem sido assim os Verões no Nosso viver, podem ser repetitivos, pensamos Nós, mas diferentes nos individuais comportamentos. Neste prado Universal, reduzido em cinzas de interesse comercial, esgrimem-se desculpas de lixos deixados ao acaso provocarem queimadas ou com estas controlarem-se populações lenhosas, em negação de outros interesses, que de tanta obscuridade, se impulsiona nova e oficial Época. Despidos de preconceituosas e pragmáticas alterações, transforma-se cada vez mais o postal de cada Estação e suas Naturais maravilhas.
Em tempos de Vivaldi, talvez não houvesse quadras assinaladas e por essas razões agraciou, não esta mas, todos os períodos do ano, num transcendente reconhecimento há Terrena Mãe, compondo por instada vontade as quatro estações do Ano, que hoje recordamos. Se naqueles tempos se mimoseava a Mãe, por compostura musical, porque agora a havemos de ignorar? Dizem muitos por aí; - “cheira-me a espiritualismo.....” – pois bem, se chamam à Terrena Mãe espiritualista, então é porque concordam com uma co-habitável vivência espírito Universalista!!! Nada disto, tenhamos coerência própria e agradeçamos diariamente Toda a sua beleza que dela, ainda, usufruímos. Não é dela que comungamos diariamente todos os prazeres terrenos? Reconheçamos a sua proficuidade, na Nossa travessia terrestre, para que num futuro, cada vez mais próximo, não censuremos a falta da sua gratuita graciosidade.


É mais um grito de dor, pelo que testemunho à minha volta, que se junta a tantos outros por aqui espalhados, desinteressante à vista de quem me visita.
Em breve passará mais um verão e com ele uma nova paisagem moldará o Nosso viver num terreno cada vez mais estéril de negligentes e frívolos olhares. Eu não diria viva, o Verão, mas Viva a Terra Mãe.

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