Arte de Lecionar

sabedoria de professor
O Professor

 A vida ensina-nos, (...), sim, mas não é a vida que nos ensina é quem nela está, que continuamente ensina outros, (…), um círculo vivo e feito de boas Humanas vontades . Quem foram os Nossos primeiros Professores? Os Pais, que nos tornaram conhecedores e descobridores dos primeiros sentidos e comportamentos da raça. Por eles ouve-se as primeiras lições, confiam-se lágrimas, recebe-se o primeiro afago, amparo e proteção, (...), é uma contínua aula Humanista: 

Cuidado Filho, que indo por aí é perigoso”,
“ Não faças essa cara, só to estou a dizer porque já passei por isso.”
“Ora diz Pai, juntas o P e o A unes o I e dizes PAI, o mesmo fazes com a palavra MÂE”
Um Ser, que em ininterrupta corrente experiencial, confere aos progenitores o grau de primeiros conselheiros e guardiões do bem-estar das sementes geradas.
No caminhar desvenda-se o oculto, perscrutando visiona-se o real, com estes importantes verbos, iniciamos a Escola-da-Vida e por ela sairmos da insipiente obscuridade.

 
O Despertar Humano
O exercitamento do cógnito acorda a magia no saber científico e humanístico; prepara caminhos da esperança; desvenda mistérios do cálculo, da fala e escrita; desperta no Ser a real procura da sabedoria. O desabrochar Humano recorre às essenciais ciências do estudo; conviver, ler, escrever, corrigir, interpretar, argumentar e contra, para melhor organizar o raciocínio lógico do indivíduo. É um empírico trabalho, apesar de sermos dotados de naturais sentidos, (visão, tato...), para melhor comunicar. Um iletrado é catedrático do percecionismo, mesmo com falta desta instrução, o seu raciocínio é descontextualizado, porém visiona o real; quem já falou com um sem-abrigo sabe-o, após ouvir boas lições de vida, num olhar crítico e humilde. Os nossos criadores iniciam esta inicial tarefa, preparando-nos para a etapa seguinte, o estudo pelos livros. É hora de conhecermos um cérebro já talhado para tal fim, alguém que ultrapassou as barreiras da ignorância, despertou o seu Eu e se colocou à disposição da sua comunidade para tamanha arte.

A arte do Professor
Lecionar é uma Arte hercúlea e missionária, transforma ideias em projetos; dá oportunidade ao Ser de se superiorizar na fonte do conhecimento; debita especializações, (...), não é vazia de oportunidades. Preparam-nos para Professores e amanhã seremos, novamente, alunos. Outrora o ensino era inacessível a todos, de igual equidade, era para quem detinha posses ou “status” familiar, na maioria para se “ser alguém na vida”; todavia uma maioria passou por uma sala de aula. Quantos Professores, de diferentes graus, Padres, Médicos, das “terriolas”, foram às casas ensinar o abecedário, ou nome, aos mais desamparados de forma a estreitar fronteiras educativas?! Grande parte deste ofício era dar amplitude a um trabalho missionário, partilhada por uma classe respeitável e auscultada. Atualmente como está a arte que promoveu o operário ao maior Líder de uma Nação?! A docência há muito que deveria ser considerada a primeira profissão do Mundo, porque dota o Ser de inteligência, mas é destronada nos mundanos ofícios. Hoje estes especializados “donos” dos destinos de Povos, desvalorizam a Arte de lecionar por teóricas regras, fundamentadas em dúbios decretos, e prossupostos valores educativos, para politizados propósitos, levando as gerações vindouras ao retrocesso da razão Humana. Estagnaram a mais velha missão da Humanidade, subvalorizando o processo formativo e intuitivo do Ser, em arruinadas formas de ensino. Poderá a Homem subsistir à insensatez cultural, sob as inferências à ciência do ensino? 

Singularidade Existencialista
Um dos maiores perigos das Sociedades é o regresso das “massas brutas”, o Homem perder sentido Humanista por falta de Filosofia de vida. Muito recentemente, no meu País, (Portugal), alguém desabafava num canal televisivo; “os atuais Políticos necessitam de Filosofia, sem ela enredam-se no Poder”. Está a acontecer uma sobrevivência do vale tudo, para suplantar valores obtidos pela graça instrutiva, causando entorpecimento dos mestres do racionalismo e iluminismo. Hoje a arte de lecionar perdeu força, é fria profissão, cada vez mais incerta, desautorizada e desrespeitada. Os Pais deixaram de ser os tutores do aprendiz, e sendo os Professores igualmente criadores, ambos se confinam às incongruências do poder. É um retrocesso no despertar nesta geracional roda-viva, experienciada nas doutrinas de uns e outros, que inicia a vida e também a morte. Hoje aluno, amanhã Professor, de igual célula nascemos e desenvolvemos a cognitiva personalidade, pobres ou ricos, letrados ou iletrados, somos Humanos, concebidos a viver com a certeza da morte. Um dia tudo deixará de ser razoável e passará à singularidade existencialista. Por hoje agradeço aos, arquitetos da minha estrada, que tornaram racional o meu pensar e abriram a porta do meu juízo ao Juiz da minha razão; os Mestres da minha Humana criatura. Ponhamos os olhos no Japão onde:” o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o Professor, pois numa terra onde não há Professores não pode haver imperadores”.

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