Anúncio da Paz

Promover a PAZ
PAZ


Reaproveito o texto, (recebido por e-mail), de um anúncio criado por Washington Olivetto, e que Nos coloca um frio desafio: “Promovamos a PAZ...”.Trabalho apresentado em salas de cinema, naqueles momentos que os espetadores aguardam o início do filme. No silêncio, destas ocasiões, ouvia-se a voz do autor num ecrã em branco, que segundo o próprio, era a bandeira branca:


Neste anúncio não figuram corpos seminus, cães ou crianças. Nele não contém casal e famílias a tomar café da manhã nem aos beijos. Não há música de sucesso, efeitos especiais e nenhum animal falante. Porque este anúncio é para vender um produto que ninguém precisa ser convencido a comprar. Que todos adoram consumir e que, por sinal...todos já comprámos, só que não estão a proceder às entregas. É um produto sem marca, slogans, embalagem ou promoção do tipo “leve 3, pague 2”. Este anúncio é todo branco, e por esse motivo, pode ser compreendido em todo o mundo. Aliás, seria fantástico se este anúncio passasse pelo mundo inteiro. Porque o produto que este anúncio quer vender é a PAZ e enquanto houver quem a compre, então, na compra faça assim: Pegue no “stock”, de PAZ, que ainda tem em casa e use-o no trânsito, nas filas do seu dia-a-dia, no elevador e no futebol. PAZ é um produto interessante! Porque quanto mais a usar mais a vai ter. E se toda a gente usar, quem sabe, talvez chegue o dia em que ninguém mais precise de fazer um anúncio, para vender a PAZ.”

      Pode não ser nova, esta forma de promover a PAZ, apesar de nova para mim, por nunca ouvir falar deste publicitário, Brasileiro. Uma fórmula usada com a sua ferramenta de trabalho, Marketing Comercial, Nos desafia para pequenos gestos, dentro, do Nosso Quotidiano. Antídotos para males da Sociedade, que parecendo banais, melhoravam a Nossa comunicação. No elevador, no trânsito, na rua, na família, nos amigos, etc... ultrapassavam-se divergências, se de boa vontade vivêssemos. Não seriam necessários anúncios, ou outros artefactos, para encontrar convergências em crispados ambientes. Quantas vezes o silêncio resolve? Quantos de Nós alimenta acérrimos defensores do odio? Porque vivemos do passado e menos o presente? Quantos de Nós utiliza a vingança, porque o outro venceu a batalha? Porque procuramos o erro omitindo o certo? 
É fácil colocar estas, e tantas mais interrogações, difícil são as respostas.

        Obtê-las é porque as procuramos, se as procuramos é porque falhamos e se falhamos é por deslealdade ao próximo... Muitos argumentam: “PAZ! Estando o Homem desumanizado?!”. É verdade, contudo argumentar desta forma é aumentar a desumanização; é dizer “ deixa andar” e com estes defende-se comportamentos selvagens. Encomendar a PAZ, não é difícil, nem necessária “taxa de envio”, basta trocarmos os lugares de uns com outros e avaliar entendimentos. Qual o meu interesse lançar sementes de ódio, em mentes áridas de Amor? Não digo que não o tenham, somente não são colheitas generosas; então, em vez de as semear, seco-as com silêncio, não aquele resignado- que se deve evitar- mas o que acontece pelo íntimo suspiro e bondade da oferta. A PAZ é-Nos ofertada logo à nascença, não a conhecemos em género ou imagem, senão um estádio que cedo Nos apercebemos e desvalorizamos.

       Washington Olivetto usa os dotes publicitários, como forma de Vida, ganhando dinheiro e fama, porém esta ação atinge-Nos, enquanto aguardamos o desenrolar da fita. Empurrados a refletir e ponderar, (...),por momentos, diferenciam-se atos, todavia tudo se esvanece no abandono da sala, tal como se sai de uma casa de culto, empunhando bandeiras brancas ou ramos de Oliveira. Volta-se à normalidade animalesca, Todos contra todos. No texto deseja-se: ” seria fantástico se este anúncio passasse pelo mundo inteiro.” Tenho a certeza que alcançou, e continua a alcançar, quanto muito, até mim veio e a tantos que por mim cruzam, evitando o lado negro dos atos. 

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